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Auxílio-acidente

Ação judicial do auxílio-acidente: como funciona, passo a passo

Quando entrar na Justiça, qual juiz decide, como é a perícia judicial e como os atrasados são pagos.

3 min de leitura Equipe Revisa Previ Atualizado em
Resposta rápida

A ação judicial do auxílio-acidente é a via para quem teve o benefício negado pelo INSS. O processo tem pedido na Justiça, perícia por médico nomeado pelo juiz, sentença e, se houver condenação, pagamento do benefício e dos atrasados, estes por RPV até 60 salários mínimos ou por precatório acima disso. Acidente de trabalho costuma correr na Justiça Estadual e os demais na Federal.

Muita gente tem medo de processo, mas a ação do auxílio-acidente é comum e tem etapas bem definidas. Saber como funciona tira o susto.

Quando entrar na Justiça

  • O INSS negou o pedido.
  • O INSS demora além do prazo razoável para responder.
  • O INSS concedeu com valor ou data errados.
  • Você nunca recebeu o benefício, mas tem direito desde o fim de um auxílio por incapacidade temporária.

O que é preciso antes

Em regra, é preciso ter feito antes o pedido ao INSS, porque o Supremo exige o requerimento administrativo. Mas não precisa esperar o recurso terminar. A negativa ou a demora já permitem entrar na Justiça.

As etapas

  1. Petição inicial: o advogado conta o caso, junta laudos e documentos e pede o benefício e os atrasados.
  2. Resposta do INSS: o INSS é citado e apresenta a defesa.
  3. Perícia judicial: o juiz nomeia um médico independente, que examina a sequela e responde às perguntas do processo.
  4. Sentença: o juiz decide com base na perícia e nas provas.
  5. Recurso: qualquer lado pode recorrer.
  6. Pagamento: o benefício é implantado e os atrasados são pagos.

Qual justiça decide

Origem da sequelaOnde corre
Acidente de trabalho ou doença ocupacionalJustiça Estadual
Acidente de moto, carro, casa, esporteJustiça Federal, inclusive Juizado Especial Federal

Como os atrasados são pagos

Valores até 60 salários mínimos são pagos por RPV (requisição de pequeno valor), em geral em poucos meses depois do fim do processo. Acima disso, por precatório. Veja mais em atrasados do INSS.

Como a Revisa Previ trabalha: a análise é gratuita, e o honorário só é cobrado se o benefício sair, combinado por escrito antes. Nenhum resultado é garantido, porque cada caso depende da perícia e das provas.

Quanto tempo leva

Varia muito conforme a região, o tipo de justiça e a fila de perícias. Por isso vale começar logo e guardar todos os documentos desde o início.

Como se preparar para a perícia judicial

  • Leve todos os laudos e exames, em ordem.
  • Vá com roupa que facilite o exame da parte do corpo com a sequela.
  • Explique o seu trabalho com exemplos concretos.
  • Responda com sinceridade. O perito percebe exageros.
  • Fale com o advogado antes, para saber quais perguntas o juiz mandou responder.

O que evitar

  • Fazer atividade pesada no dia da perícia só para "mostrar" que aguenta.
  • Deixar de ir à perícia.
  • Perder prazos do processo.

Perguntas frequentes

Preciso de advogado?
Nos Juizados Especiais Federais, causas de até 60 salários mínimos podem ser propostas sem advogado na primeira instância. Mas a ação é técnica, e ter advogado ajuda muito na prova da sequela.
Posso ir à Justiça sem passar pelo INSS?
Não. É preciso ter feito o pedido ao INSS. Mas não precisa esperar o recurso administrativo.
A perícia da Justiça é igual à do INSS?
Não. Ela é feita por médico de confiança do juiz, que responde às perguntas do processo.
Quanto custa entrar com a ação?
Quem tem pouca renda pode pedir a gratuidade da justiça. Na Revisa Previ, o honorário só existe se o benefício sair.

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